sábado, 12 de junho de 2010



Quero prestar minha homenagem ao amor... 

   -  Dos amantes, dos amigos, dos casais, dos que não são um casal, somos    ecumênicos,   recebemos todas as raças, cor e credo...
Rabisco e às vezes tenho a pretensão que é poesia, e lembro-me dos gigantes eu não sou poeta, eu sou apenas uma  leitora dos poetas que invadem nossas noites e dorme nos sorrisos, nas lágrimas, no vazio, na solidão e nos saraus, esta em cada copo, cigarro, palavra, desconhece o egoísmo, e conjuga os verbos em todos os tempos.

TODO DIA É DIA PARA AMAR O AMOR, ENTERRÁ-LO, AMALDICOA-LO, BEM DIZÊ-LO, SUFOCÁ-LO, DEIXÁ-LO CHEGAR, PARTIR, NÃO CHEGAR, MORRER, FICAR NA FANTASIA QUE VIVEU-SE UM GRANDE AMOR, TODO DIA É DIA DE SER FELIZ, OU CHORAR...

...Aqui juntamos margaridas imaterias, pincelamos o céu de estrelas, dizem que só os diamantes são eternos, enganam-se os amigos que dormem do peito plácido e em busca de carinho, encontra flores e rubis, porcelanas e cristais, a chave da porta pé é uma dobradiça, pode entrar esta aberta...
- ESTE ESPAÇO ABRAÇA TODOS OS SENTIMENTOS -


DIÁRIO DE UM AMOR CONSQUISTADO

O amor
Desenha-se no olhar
Entra na razão
Desemboca na cascata das ribanceiras
Nasce dia,
Cresce noite,
E veste-se sagrado de peles
Invade a casa,
Deporta o rei
Toma a rainha
Amacia os súditos,
Da intolerância
Da ausência
Na compreensão alimenta-se da presença
E invade todos os pulsar dos corações
Instala-se no despetalar das rosas
Canta as músicas dos sorrisos silênciosos
Embala o pensamento
Como se ouvisse uma cantiga de ninar
Poetiza as palavras
Engrandece a solidão
Torna-se gigante entre os espinhos e abala a razão
Céu
12/06/2010



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Atriz - Rachel Weisz

O papel que a catapultou a ribalta foi o de Gilda na peça Design for Living do diretor Sean Mathias, em 1995, no teatro de Gielgud. Tendo já trabalhado para televisão, na sua maioria em séries britânicas como Inspector Morse (1993), Rachel fez a sua introdução no cinema com o filme, de 1995, Chain Reaction e depois no filme de Bernardo Bertolucci, Stealing Beauty. Continuou pelo cinema com Swept from the Sea, The Land Girls, e com o filme de Michael Winterbottom, I Want You. Desde então entrou em numerosos filmes como o The Mummy (1999), Enemy at the Gates (2001), About a Boy (2002), Runaway Jury (2003) e o Constantine (2005).

Em relação ao teatro, Rachel teve papéis como o de Catherine na produção londrina de Tennessee Williams' Suddenly Last Summer e de Evelyn na peça de Neil LaBute, The Shape of Things no Teatro Almeida.

Numa entrevista recente, Rachel expressou a sua admiração por Harry Houdini, David Bowie, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jackie Onassis, entre outros, mas foi ao cantor Elvis Presley que guarda melhores elogios.

Em 2005, Rachel Weisz atua no filme The Constant Gardener "O Jardineiro Fiel", uma adaptação do thriller de John le Carré homônimo cuja ação se passa no Kenya. Por causa deste papel, Rachel ganhou o Óscar em 2006 para Melhor Atriz num papel secundário, o Golden Globe para melhor atriz coadjuvante e o Screen Actors Guild para desempenho extraordinário de uma atriz num papel secundário. No seu país, foi galardoada com uma nomeação para Atriz Principal nos BAFTA e com um London Critics Circle Film Award e um British Independent Film Award.

Em 2006, Rachel Weisz entra no filme The Fountain, escrito e realizado pelo seu noivo, Darren Aronofsky. No mesmo ano, entrou na produção nova-iorquina de August Strindberg, Miss Julie, interpretando o papel principal. Em 2006, ela também emprestou sua voz a dragão Saphira, da saga Eragon, que estreou no cinema em dezembro.


Vale à pena conferir,
Ler ou pesquisar
- Ágora -
o filme
Sobre o destino da Biblioteca de Alexandria


Ágora, de Alejandro Amenábar, segundo um argumento escrito por si e por Mateo Gil, tem como personagem central e aglutinadora de fatos a figura de Hipátia (Rachel Weisz), mítica matemática, filósofa, astrônoma e professora.
Hipátia parece ter sido uma astrônoma notável para o seu tempo, uma matemática inspirada, uma filósofa com um instinto de curiosidade e de compreensão do mundo notáveis, e, sobretudo uma mulher muito especial para a época.

Acervo da Biblioteca
                              

 - Alexandria -




 Livros raros e antigos, ou cujas edições se esgotaram; pinturas, músicas, manuscritos, mapas: o projeto “Europeana” foi lançado nesta quinta-feira, com o objetivo de tornar acessível em apenas um site o imenso patrimônio cultural das bibliotecas nacionais do Velho Continente.


Esta é a idéia do portal multilíngue www.europeana.eu, que pretende armazenar não apenas livros, mas também outras obras digitalizadas em mãos de centros e instituições culturais européias.
 

A Europeana’ representa uma aliança inédita entre as novas tecnologias e o mundo da cultura. Estou convencida de que modificará de maneira profunda a forma que cada um terá acesso a partir de agora ao patrimônio cultural europeu, afirmou a comissária européia da Sociedade de Informação, Viviane Reding.


Como primeira etapa do projeto, dois milhões de obras de arte já estão acessíveis na Europeana”. A meta é incorporar mais oito milhões no mais tardar até 2010.


Entre os primeiros conteúdos estão clássicos literários com A Divina Comédia do Dante e documentos históricos como a Magna Carta britânica, pinturas, gravações e manuscritos de compositores célebres como Beethoven e Mozart.


A criação da Europeana foi o objetivo-chave da iniciativa de digitalização de bibliotecas adotada pela Comissão Européia em 2005 com a intenção de abrir ao grande público o patrimônio cultural e científico dos 27 membros da UE.


História da Biblioteca de Alexandria - Egito – África

A Biblioteca de Alexandria, em sua época, foi à referência mundial no mundo da filosofia, da literatura, da ciência, da escrita, foi à biblioteca mais importante e uma das maiores do mundo. Foi construída no século III antes de Cristo por ordem de Ptolomeu, e se destruiu nos primeiros séculos da nossa era. Atualmente, por iniciativa da UNESCO, Alexandria tem uma nova biblioteca.

Se na civilização ocidental existe um mistério ainda a ser decifrado, e importante, este é sem dúvida a destruição da Biblioteca de Alexandria. Por quê? Não se sabe, mas não foi escrito para revelar o que aconteceu, nem foram encontrados restos ou ruínas.

Durante dois séculos, existem muitos estudiosos deste assunto, tentando entender o que estava lá, os livros que lá estavam, como se trabalhava lá, como estavam estruturadas as salas... Mas nada se sabe sobre ela, até mesmo a sua localização exata.

Há evidências da existência desta biblioteca, mas não existe nada demonstrado sobre o que tinha entre as suas paredes.

Todas as informações existentes sobre a referência da biblioteca é devido a alguns escritores, como Estrabon, que a descreveu no século I antes de Cristo, Aristeu, Marcus Annaeus Lucan, o sobrinho de Sêneca, Tito Lívio, que o descreve como um dos lugares mais belos que conheceu, e também conta como foi o primeiro incêndio que queimou parte da biblioteca...

E depois nunca se ouviu mais nada.

Sobre a sua destruição, conferida a mesma peça de Júlio César, quando perseguia a Pompeu, mas não há registros de que foi assim. Tudo um mistério.

- "Quantos livros temos agora Demétrio?” -



Era uma pergunta que Ptolomeu I, faraó do Egito, fazia requentemente e que, como Demétrio sabia, seria seguida por outra, fosse qual fosse à resposta:
 "E isso são todos os livros do Mundo?”
 "Não meu senhor.”
 "Mas temos de tê-los todos, todos!”
Antigo general de Alexandre, o Grande, e seu guarda-costas pessoal, Ptolomeu tomou o poder no Egito depois da sua morte em 323a.C.. Além de grande chefe militar do Mundo e governante de um reino poderoso, Ptolomeu, queria também conquistar o mundo do conhecimento.
Construiu uma biblioteca para conter tudo o que tivesse sido escrito no Mundo. A cidade de Alexandria, fundada por Alexandre em 332a.C., era o principal centro político e comercial do antigo império Greco-macedónio, que se estendia do oceano Índico ao Mediterrâneo, e Ptolomeu decidiu transformá-la na capital cultural do Mundo.
Foi encarregue de criar um grande núcleo bibliográfico, Demétrio de Farelo, um erudito grego. Enquanto Ptolomeu escrevia a imperadores, reis e príncipes, pedindo-lhes que enviassem os livros dos seus países, Demétrio mandava agentes comprar livros no estrangeiro.
Todos os navios que entravam no porto de Alexandria eram revistados em busca de livros, e os que eram encontrados eram copiados por escribas. As cópias eram devolvidas e os originais ficavam em Alexandria.
O grande empreendimento prolongou por muitos anos, tendo sido no reinado de Ptolomeu II, encarregue o poeta Calímaco de catalogar o acervo da biblioteca. Registraram 90 000 manuscritos originais e 400 000 cópias, havendo mais 42 800 rolos armazenados numa biblioteca mais pequena.
Ptolomeu III pediu emprestados a Atenas os manuscritos originais das peças de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, devolvendo cópias.
Contudo, a imensa seleção da biblioteca não chegou aos nossos dias. A sua destruição é um fato envolto em mistério.
Segundo uma teoria, a biblioteca foi incendiada em 47a.C., durante o conflito entre Ptolomeu XII, sua irmã Cleópatra e Júlio César. O exército romano terá incendiado a frota de Ptolomeu, e as chamas alastradas aos edifícios da margem e á biblioteca.
Em 391d.C., pelo menos parte do anexo da biblioteca foi reduzida a escombros, quando o imperador Teodósio I ordenou a destruição de templos pagãos e outros edifícios.
Outra versão é a de que a biblioteca terá sido destruída quando os árabes tomaram Alexandria, em 646. Para os vencedores, muçulmanos, o verdadeiro conhecimento estava contido no Alcorão, pelo que todos os outros livros deveriam ser queimados.
Diz-se que os livros serviram de combustível, durante meses, para aquecer os banhos públicos.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tudo quanto de desagradável nos sucede na vida - figuras ridículas que fazemos, maus gestos que temos, lapsos em que caímos de qualquer das vir­tudes - deve ser considerado como meros acidentes externos, impotentes para atingir a substância da alma.
Tenhamo-los como dores de dentes, ou calos, da vida, coisas que nos incomodam mas são externas ainda que nossas, ou que só tem que supor a nossa existência orgânica ou que preocupar-se o que há de vital em nós.
Quando atingimos esta atitude, que é, em outro modo, a dos místicos, estamos defendidos não só do mundo mas de nós mesmos, pois vencemos o que em nós é externo, é outrem, é o contrário de nós e por isso o nosso inimigo.
Disse Horácio, falando do varão justo, que ficaria impávido ainda que em torno dele ruísse o mundo.
A imagem é absurda, justo o seu sentido.
Ainda que em torno de nós rua o que fingimos que somos, porque coexistimos, devemos ficar impávidos
- não porque sejamos justos, mas porque somos nós, e sermos nós é nada ter que ver com essas coisas externas que ruem, ainda que ruam sobre o que para elas somos.
A vida deve ser, para os melhores, um sonho que se recusa a confrontos.

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'